Homenagem ao escritor sertanista Oswaldo Lamartine

 

 

A Fundação Vingt-un Rosado semana passada inaugurou o Acervo Virtual Oswaldo Lamartine em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil   (BNB).

O acervo resgata obras da Coleção Mossoroense destinadas aos estudos sobre a seca e outras mais, de diversos autores e de forma gratuita. Os livros foram escolhidos conjuntamente pela equipe da Fundação Vingt-un Rosado e preparada pela equipe do BNB.

Oswaldo Lamartine foi considerado um dos maiores sertanistas do Brasil. O reconhecimento pelo seu trabalho tornou-o conhecido como “o doutor do sertão”, mesmo que ele não quisesse ser chamado assim. Ao lado de Câmara Cascudo, Oswaldo Lamartine tornou-se mestre em assuntos nordestinos.

A homenagem ao escritor Oswaldo Lamartine no acervo virtual foi iniciativa do presidente da Fundação Vingt-un Rosado, Dix-sept Rosado Sobrinho.

Dix-sept Sobrinho lembra que, antes do falecimento de Oswaldo, fez uma visita a ele em Natal, quando o mesmo já estava bem doente. “Eu o havia visitado em Natal já bem doente. Ele me encarregou de levar uma coleção muito valiosa sobre Entomologia para ser doada à Biblioteca Orlando Teixeira da ESAM / UFERSA. Atendi este seu desejo e, poucos dias depois, recebi a triste notícia…” Dix-sept Sobrinho lembra ainda que a homenagem “não foi escolhida só pela grande amizade que o unia a Vingt-un e família. Mas pela grande obra na ação humana e na literatura que construiu. Além de ser sempre um incentivador, autor (custeando a grande maioria, senão todas as suas publicações) e grande amigo da Coleção Mossoroense. Sem deixar de ser um crítico de alguns aspectos da mesma. Mas, relevando a grande luta de Vingt-un Rosado”.

O escritor foi encontrado morto no apartamento em que morava, no 12º andar do Potengi Flat, em Natal, no dia 27 de março de 2007.

Obras publicadas por Oswaldo Lamartine:

– Notas sobre a pescaria de açudes no Seridó (1950);
– A caça nos sertões do Seridó (1961);
– Algumas abelhas dos sertões do Seridó (1964);
– Conservação de alimentos nos sertões do Seridó (1965);
– Vocabulário do criatório norte-rio-grandense, em coautoria com Guilherme Azevedo (1966);
– Ferro de Ribeiras do Rio Grande do Norte (1984);
– Pseudônimos e iniciais potiguares (1985);
– Apontamento sobre a faca de Ponta (1988);
– Em Alpendres da Acauã (2001) e Notas de Carregação (2001).